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Ancine e MinC articulam solução para tributação
sobre equipamentos importados
A Ancine e o Ministério da Cultura já estão
articulando com os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento
da Indústria e Comércio uma forma de solucionar o problema
das altas taxas cobradas sobre a importação de equipamentos
de produção audiovisual sem similar nacional, segundo adiantou
Mário Diamante, assessor da diretoria da Ancine.
O assunto foi levantado em encontro promovido pelo Fac nesta quinta, 15,
em São Paulo. Paulo Ribeiro, da Loc.All, lembrou ainda que o setor
não encontra crédito para financiar estes equipamentos.
"O setor financeiro não entende nosso negócio",
explica. "É tão fácil fazer um leasing de carro",
ironizou.
As tributação chega a valores absurdos, como já noticiou
a revista TELA VIVA em uma série de matérias e editoriais
desde agosto de 2003. Uma lâmpada de refletor, por exemplo, que
não tem similar nacional, chega ao Brasil com um custo 191,97%
acima de seu país de origem. Para câmeras, a diferença
é ainda mais gritante, 201,77%
Fonte: Tela Viva News
15 de Setembro de 2005
Audiovisual busca prorrogação de lei As
altas taxas sobre importação de equipamentos para produção
audiovisual sem similar nacional, uma das questões abordadas no
Fórum do Audiovisual e do Cinema (FAC), no dia 15 de setembro em
São Paulo, está sendo estudada pelo Ministério da
Cultura, a Ancine em articulação com os Ministérios
da fazenda e do Desenvolvimento e da Indústria e Comércio.
“A tributação chega a valores absurdos, como, por
exemplo, uma lâmpada de refletor, que não tem similar nacional
e chega ao Brasil com um custo 191,97% acima de seu país de origem.
Para câmeras, a diferença é ainda mais gritante, 201,77%”,
explica Paulo Ribeiro, da Loc.All, que somatiza também a falta
de crédito para financiar estes equipamentos no setor.
Outro ponto discutido no encontro foi a extinção ou renovação
do 1° Artigo da Lei do Audiovisual, que trata da renúncia fiscal
para empresas privadas investidoras do cinema nacional, prevista para
dezembro deste ano. A prorrogação da lei é unanimidade
no setor e foi defendida por alguns diretores da Ancine, entre eles o
Presidente Gustavo Dahl, que assume benefícios, sem excluir os
pontos de ineficiência do mecanismo: “a Lei do Audiovisual
oxigenou o cinema brasileiro com novos diretores, mas não ajudou
a consolidação das produtoras como empresas”. Para
ele, o Artigo também não estimula o reinvestimento com base
na performance dos filmes. “Há um descompromisso total com
o resultado dos filmes, o que gera uma irracionalidade nos investimentos”.
Nos dias 10 e 11 de novembro, estas e outras questões devem voltar
à tona, durante o I Fórum Internacional Senac de Cinema.
Na pauta do evento estão previstos ainda, a situação
atual do mercado brasileiro, o panorama da produção contemporânea,
política de financiamento, formação profissional
e educação audiovisual no país. Vão estar
presentes o crítico argentino Davis Oubiña, e os cineastas
Walter Carvalho, Eduardo Coutinho e Carlos Reichenbach.
Fonte: Cultura e Mercado
29 de Setembro 2005
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